Toda encolhida e resumida em fortes inspiros,
está cega o bastante neste estado de sonho.
É minha moça que dorme, descansa num sono de sempre;
eu a zelar, sorrindo com o meu mundo de giros.
A meia no pé não esconde a trapaça. É explícita!
Tenta, e tanto, enganar o mal com seus truques.
Certa que de todo, um pouco disso é agonia...
e nisso, no desespero ao espanto se agita.
Pode a Terra tremer afora ou um calor invadir o vazio,
lá estará mergulhada em lençóis e mantos e muitos.
Nem o peso de mil cobertas sobre minha moça,
talvez por forçar a rima, finda a mania de frio.








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