A breve indagação após mais uma de
suas crises de teorias ultrapassadas,
nos fez pensar melhor sobre as condições
em que viveremos cada tom de amargura.
Diga porque complicamos tanto,
ao invés de erguemos as bandeiras brancas,
a fim de respirarmos um novo ar.
Pulmões rosas inspiram fumaça. Fumaça!
Seu choro faz-me rir.
Cada lágrima sua ilustra o brilho de meus dentes.
Não te entendo, choro sarcástico. Choro alegre
de soro triste. Tristeza é ambiguidade.
Onde estará seu limite entre o aproveite o dia
e o exagero de seus atos? Onde estará?
O que te botas medo? O que te amedronta?
Quem são seus amigos? Quais são suas cartas?
Descarte-me como fez com os outros
e verás com qual assombro te esperas.
Não peço para preservar-me em sua vida,
só que corações não são pedras lascadas.
Ou, poderá ainda, escrever a receita em minhas mãos;
para que não me esqueça como é esquecer-te.
Assim espero, mesmo ainda sendo feito de contradições,
ser um pobre escravo sem dono. Livre! mesmo pobre.
A breve indagação após mais uma de
suas crises de teorias antiquadas,
fez-me crer nas impossibilidades em
seguirmos uma vida a dois. A mil.
Diga o quanto me amas que digo, eu,
quantas mentiras sinceras contaste.
Contrastes entre homens e mulheres.
Assim somos, eu e você. Sem mais você!
Quem são seus amigos?
Esses que te enchem de nada?
Amigos temporários. Copos descartáveis.
Fumaça no pulmão que expiro. Cinza rosado!








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