Em uma espera no corredor da vida,
vejo a multidão de medos valentes.
"Sou feio, mas vivo!" - diríamos em coro.
Pois o pior medo é o medo de amar,
de tossir um vazio sem suspirar no fim.
Não há filosofia em zombar da vida,
se rio o tempo todo é a graça da ironia.
Nem tudo é engraçado ou divertido,
nem nostalgia, nem colorido.
Às vezes, estresso-me e, escrevo poesia.
Na longa espera da curta vida,
insisto em temer o amor em si.
Até acho que preciso de uma canção
que aponte uma direção a mim,
pois tenho medo de amar demais.
Quando o beijo dela não mais satisfaz,
e as saudades são mensagens sem rimas,
o que há entre nós? Explique-me, amigo,
com as suas teorias e experiências.
O que há de errado entre nós?
Pois se há obstáculo maior nessa vida,
é fazer dos erros, grandes feridas;
e não deixar que elas se cicatrizem.
Tristeza maior não há, amigo.
Não há desafio maior que não saber
o que é amar.





