Quando perdido vejo-me incerto
e, quando errado, sinto-me tão frágil.
Faço de mim herói e não aguento ser eu mesmo.
Olho-me diferente e na verdade tão igual.
Quando não sei onde, estou ao teu lado;
e quando o sol se põe escondo-me no escuro.
Insisto em confundir o concreto e o abstrato,
e finjo sentir dor para fazer-me de coitado.
Aprendendo que o amor te faz preocupado,
sempre preocupado e sempre sua vítima
do que não se explica por ser tão confuso assim.
E esse sofrimento de te ver com outro alguém
é o motivo com que uso essas palavras;
mas é que está tão bonito
que eu não sei se é ruim.
O pior ainda está por vir!
O pior ainda não chegou!
E você sequer notou
que meus olhos brilham quando te vejo,
e queimam quando ouso fechá-los
como cacos de copos quebrados
cortantes enquanto querem ferir.














